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Outubro Rosa: 12 questões sobre o Câncer de Mama

O Câncer de mama é o tumor ginecológico mais frequente entre as mulheres. Se considerarmos todos os tumores que acometem mulheres, os 5 mais frequentes são:

 

1- Pele

2- Mama

3- Colorretal

4- Colo do útero

5- Pulmão

 

1- Quando devo começar a fazer mamografias e com que intervalo devo realizá-las?

 

A mamografia deve ser anual a partir dos 40 anos. Em mulheres de alto risco (com histórico familiar), indicamos mamografia após 35 anos, ou 10 anos antes do diagnóstico do tumor no parente de primeiro grau.

 

Após os 70 anos, a indicação fica a critério do médico. O risco de câncer nesta faixa etária é alto, porém apenas 6-10% destas mulheres diagnosticadas com câncer inicial morrerão de câncer de mama após 10 anos do diagnóstico. O restante morrerá de outras doenças. Portanto, o rastreamento é questionável.

Existe uma divergência entre as diretrizes americana e brasileira, em relação ao início do rastreamento. Nos países desenvolvidos, apenas 10-15% dos casos de câncer de mama ocorrem entre as mulheres na faixa dos 40-50 anos, enquanto que, nos países em desenvolvimento, esta taxa é superior a 30%.

 

2- A mamografia pode causar câncer de mama?

 

A radiação utilizada na mamografia é muito baixa e existe um cálculo matemático para responder a esta pergunta:

  • Risco da radiação da mamografia provocar câncer de mama é de 1: 100 mil mulheres rastreadas, entre 50 a 69 anos, sendo que este é um câncer curável.

  • Rastreamento mamográfico realizado em 100 mil mulheres salva 350 pacientes de irem a óbito por câncer de mama

 

3- Qual o exame mais indicado para a detecção precoce do câncer de mama? Mamografia ou ultrassonografia?

 

A mamografia é o exame mais importante, porém, em casos de pacientes mais jovens cuja mama é mais densa (tem muito tecido glandular e pouca gordura), a ultrassonografia em geral precisa ser associada.

 

Para facilitar o raciocínio, temos o seguinte:

  • Pacientes acima de 50 anos, com mamas mais gordurosas: em geral, a mamografia isolada é suficiente para um bom rastreamento;

  • Pacientes com menos de 50 anos: com frequência, mamas mais cheias de glândulas (densas). Associamos ultrassonografia à mamografia. Em alguns casos, a ressonância magnética das mamas também pode ser útil como complemento da mamografia para mamas densas.

 

4- O câncer de mama é o segundo tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres, com 58 mil novos casos por ano, somente no Brasil, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Que novidades surgiram na prevenção nos últimos anos?

 

Apesar da mamografia convencional ser ainda o método de prevenção indicado para a maioria das mulheres, temos hoje a possibilidade da mamografia tridimensional ou 3D.

 

Trata-se de um método que associa a mamografia tradicional à tomossíntese, técnica útil que permite imagens mais precisas e detalhadas das mamas e tem se mostrado útil para detecção de pequenos nódulos nas mamas mais densas.

 

Ela aumenta a chance de diagnosticar tumores mais invasivos e reduz a taxa de falsos positivos e tem dose de radiação inferiores ao limite aprovado pelo FDA (Food and Drugs Administration, órgão do governo dos Estados Unidos).

5- O câncer de mama, de fato, tem cura?

 

Se um câncer de mama for detectado suficientemente cedo e se não se estendeu para além das mamas, a taxa de sobrevida em cinco anos é de 97%, segundo estudos.

6- Quais são os fatores de risco que predispõem ao aparecimento da doença?

 

  • Gênero: ser mulher aumenta o risco. O câncer de mama acontece em homens também.

  • Genético: histórico familiar de parentes de 1º grau com câncer de mama, principalmente mãe e irmã. Nestes casos, o risco praticamente dobra. Ter dois parentes de primeiro grau aumenta o seu risco cerca de 3 vezes. A causa mais comum do câncer de mama hereditário é a mutação dos genes BRCA 1 e 2. Em células normais, estes genes previnem o câncer. Mas, quando mutados, aumentam o risco de câncer de mama ao longo da vida em até 80%. E o câncer associado a estas mutações parece acontecer mais em pacientes jovens. Estas mutações aumentam o risco para câncer de ovário também. Citando um caso conhecido, temos a atriz americana Angelina Jolie, que decidiu submeter-se à retirada das glândulas mamárias e ovários após ter confirmado a presença destas mutações em seu organismo.

  • Idade: o risco aumenta com a idade. A maior parte dos casos diagnosticados ocorrem em mulheres com mais de 55 anos.

  • Fatores comportamentais: sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo, não ter filhos e não amamentar. Quando o fator genético está presente, o uso de hormônios parece contribuir para o aumento do risco.

  • Mamas densas: aumento de risco estimado em 1,2 a 2 vezes.

  • Menarca (1ª menstruação) precoce e menopausa tardia: maior exposição a hormônios

 

7- Prevenção: O que se pode fazer no sentido de prevenir o câncer de mama?

 

Dieta equilibrada, atividade física, manutenção do peso corporal, gestão do stress são itens fundamentais associados à prevenção, em conjunto com o auto-exame das mamas, a ultrassonografia e a mamografia após os 40 anos (ou 35 anos, para pacientes de alto-risco).

8- Não há nenhum caso de câncer de mama na minha família. Preciso fazer a mamografia assim mesmo?

 

Sim! Se há antecedente familiar de 1º grau de câncer de mama, suas chances são maiores. Mas, 85% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não têm histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento de qualquer maneira.

9 - Mitos sobre o câncer de mama: os itens abaixo, frequentemente presentes em textos que circulam na Internet, não produzem câncer de mama:

  • Traumas / pancadas

  • Desodorantes ou antiperspirantes

  • Implantes mamários (próteses de silicone)

  • Uso de sutiãs ou tops

10 - Mastologista ou ginecologista? A maioria das mulheres faz sua rotina anual somente com o ginecologista. Quando ela deve procurar um mastologista?

 

O ginecologista geral tem formação para fazer um bom rastreamento. Porém, diante de um achado patológico, ou nos casos em que o histórico familiar é muito importante, o paciente deve ser encaminhado para o especialista em mama, chamado de mastologista.

 

11 - Diante da necessidade da realização de um tratamento cirúrgico para câncer de mama (retirada total ou parcial das mamas), posso realizar a reconstrução estética no mesmo momento?

 

Quanto mais precoce a detecção do câncer de mama, menos radicais serão as cirurgias. E cada vez mais, a possibilidade da reconstrução estética é possível no mesmo ato cirúrgico. Obviamente, esta decisão dependerá da avaliação conjunta do mastologista e do cirurgião plástico que atuará em conjunto. Cada caso é um caso e precisa ser avaliado com muito critério.

 

12- A radioterapia e a quimioterapia são sempre necessárias no tratamento do câncer de mama?

 

Nem sempre. A decisão de se fazer um tratamento complementar à cirurgia está na dependência de vários fatores, como o tamanho do tumor, sua localização, se a retirada da mama é total ou parcial, e também do estudo de "marcadores" que são realizados no tumor e que podem ser indicativos de maior ou menor agressividade do mesmo. Também deve ser considerado se o tumor é localizado na mama ou se já existe a possibilidade de células na circulação sanguínea ou em outros órgãos.

 

Para mais informações, veja www.clinicavie.com.br/mastologia e não deixe de consultar seu médico de confiança.

Autoras:

Dra Flavia Kronfly. Médica ginecologista e obstetra, diretora médica da Clínica Vie Medicina e Saúde.

 

Dra Gisella Salgueiro. Médica ginecologista e obstetra, especialista em Mastologia.

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